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2009

Alexandre
Perlingeiro

 

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Paulo Murilo Rosas nasceu em Manaus, Amazonas, e desde cedo buscou o verdadeiro conhecimento.
Desde 1963 ele se dedica ao estudo e à propagação do Yoga no Brasil.
Com 19 anos de idade começou a praticar Hatha Yoga com o professor Vayuananda.
Estudou também com Jean Pierre Bastiou e Victor Binau e aprendeu Mantra Yoga com Swami Devananda Maharaj.

Em 1975 resolveu buscar as respostas para seus questionamentos diretamente na Índia, onde estudou por 2 anos.
Lá foi iniciado com o nome de  Krishna e aperfeiçoou-se em Hatha Yoga com Shri Iyengar até que finalmente reconheceu Swami Dattatray como seu Mestre tântrico.
Dele e de Dhirendra Bramachari recebeu seu conhecimento de Dakshina Tantra Yoga.

Desde seu regresso, vem ensinando no Rio de Janeiro, em outras cidades brasileiras e também em outros países.

É membro da Associação Brasileira de Professores de Yoga (ABPY) e professor e sócio benemérito da Associação Argentina de Professores de Yoga.
Foi fundador e vice-presidente do Centro de Estudos Vidya Mandir durante 13 anos.
Apresentou trabalhos sobre a psicologia dos Tantras em diversos congressos de yoga nacionais e internacionais.
É autor de inúmeros artigos publicados em jornais e revistas especializadas, além dos livros "A Psicologia do Tantra", "Os Segredos do Tantra e do Yoga" e "Avanthara Sadhana".

Paulo é dotado de conhecimento profundo no caminho do Tantra e do Yoga, aliado a uma alegria e simplicidade que só os seres mais puros e elevados são possuidores.
Tudo embasado por uma experiência de ensino de Dakshina Tantra Yoga desde 1984, o que o qualifica como um dos melhores professores no país, título que lhe é reconhecido por seus alunos e colegas.

Quando completou 14 anos ensinando Dakshina Tantra Yoga, em janeiro de 1998, recebeu de Swami Dattatray o título de Yogaraj, rei dos yogues, por ter adquirido grande experiência e conhecimento.

Atualmente Paulo Murilo transmite seu conhecimento no Kailasa - Centro de Yoga e Terapias, situado na Travessa Angrense, 14/304 - Copacabana - Rio de Janeiro RJ
tel 21 2549-1707.

Você pode saber mais a respeito no site www.tantrayoga.com.br.

Se desejar, envie um e-mail para ele.

Swami Dattatray Maharaj foi o encarregado do Vishwayatan Yogashram, em Nova Delhi, um dos cinco centros de estudo e formação de Yoga na Índia criados por Maharishi Kartikeya, o grande mestre tântrico.

Foi também o mestre de Paulo Murilo Rosas.

Recebeu diretamente do Maharishi os ensinamentos de Dakshina Tantra Yoga.

Ele mesmo contava que, ao nascer, sua mãe decidiu colocar-lhe um outro nome diferente de Dattatray.
Imediatamente ele começou a chorar e não parou mais.
Seus pais o levaram a diversos médicos, mas nenhum foi capaz de fazer com que o recém-nascido parasse de chorar.
Sendo os pais bhramanes, começaram a orar para que o filho parasse de chorar.
Então, a mãe dele recebeu em sonho uma mensagem de que o filho deveria se chamar Dattatray, o nome de um rishi, um grande sábio e vidente.
A mãe no dia seguinte mudou seu nome e imediatamente a criança parou de chorar.

Quando tinha sete anos, seus pais deixaram a casa por sete dias para participarem de uma comemoração em outra cidade.
Quando retornaram, os empregados lhes disseram que Dattatray não havia comido nem bebido nada e que havia ficado meditando durante todo o período de ausência deles.

Os pais então, preocupados com o estranho comportamento do filho, procuraram o grande santo Maharishi Kartikeya, para que ele pudesse orientá-los sobre como proceder em relação ao filho.
Maharishi disse que ele deveria receber educação no ashram e a partir de então Dattatreya passou a viver sobre a orientação direta do grande santo.

Ao tomar os votos de swami, de monge, Dattatray manteve o nome de nascimento, fato incomum para a tradição indiana, quando o iniciado recebe um novo nome, simbolizando o renascimento a partir daquele momento.
A respeito disso o próprio Dattatray comentava rindo que Maharishi ficou com receio de que ele voltasse a chorar sem parar, como aconteceu quando recém-nascido.

Dotado de grande conhecimento, era também uma pessoa simples, simpática e alegre.

Sendo um Parivajra Kaha Sanyasi, uma pessoa que renunciou a todos os bens materiais do mundo, abandonou o ashram e foi viver nos Himalaias, em Badrinath, de onde saía em peregrinação para ensinar.

Deixou como seu sucessor nas Américas, Paulo Murilo Rosas, a quem acompanhou de perto durante seu processo de aprendizagem.

Dhirenda Bramachari foi o sucessor de Maharishi Kartikeya e o responsável na segunda metade deste século por todos os 5 ashrams de Yoga criados pelo grande santo na Índia.

Foi o guia espiritual de Neruh, o primeiro presidente indiano após a independência do país, assim como de toda a família Gandhi.

Certa vez, foi convidado pelo governo russo para participar do treinamento de cosmonautas em técnicas de yoga.
Quando chegou ao Centro Aeroespacial de Baikhonur, na Sibéria, vestia somente uma fina manta.
Um dos generais que o esperavam, ofereceu-lhe seu casaco, mas ele recusou, dizendo que mantinha-se aquecido somente com o calor de seu corpo.
Durante todo o período em que esteve na Sibéria, não usou nenhum tipo de agasalho.

Escreveu quatro livros a respeito do Tantra (Yoga Suksma Viayama, Yogasanas Vijñana, Yoga Suksma for Children e Pranayama), editou uma revista mensal (Yoga for Life and Living Magazine) e também muitos estudos científicos a respeito dos efeitos curativos das práticas yóguicas.

Era um Mestre renomado e querido pelos indianos.

Vivia em peregrinação cuidando dos 5 ashrams que o Maharishi deixou sob sua responsabilidade.

Maharishi Kartikeya foi o grande mestre de Dakshina Tantra Yoga no início deste século.

Teve como principais discípulos, Dhirendra Bramachari Swamiji e Swami Dattatray.

A respeito de seu mestre, Dhirendra Bramachari escreveu:
"O grande vidente e santo Shri Kartikeyaji nasceu numa altamente respeitada e eminente família brâmane de Uttar Pradesh.
Mesmo quando ainda era muito jovem, abundantes e inconfundíveis sinais de um gênio promissor puderam ser percebidos nele.
Ele era dotado de poderes com o auxílio dos quais podia localizar um objeto ou pessoa desaparecidos.
Diz-se que uma vez alguém, com o intuito de testar seus talentos, colocou diante dele a versão em sânscrito do Mahabharata. Para surpresa de todos, Maharishi leu-o e explicou-o com perfeita felicidade.
Por ocasião da cerimônia sagrada do fio, essa criança precoce surpreendeu a todos ao cantar o mantra Gayatri, embora ele nunca lhe tivesse sido ensinado.

Logo após a cerimônia sagrada do fio, ele deixou seu lar e retirou-se para os Himalayas, que têm sido, desde tempos imemoriais, a morada de místicos e daqueles que estão ansiosos por conquistas espirituais.
A temporada em meio às afastadas montanhas e a meditação ajudaram-no a formular qual era a missão de sua vida.
Ele resolveu dedicá-la ao bem-estar da Humanidade.

Ele viveu uma vida ideal, que se tornou uma fonte de inspiração para muitos buscadores.
Sua personalidade encantava seus seguidores.
Toda palavra falada por ele tocava a essência mais profunda da mente humana.
Enquanto ouviam seus sermões, seus seguidores eram sensibilizados em momentos de rara beatitude.

A realização espiritual de Maharishi e o êxtase de seus sentimentos merecem uma menção especial.
Ele tinha sede de experimentar o estado mental que anula os onerosos efeitos do tempo.
A mortalidade nasce do tempo.
Atingir uma comunhão infinita com Deus está na natureza do conflito que a alma humana sofre sempre que um desejo de subjugar os caprichos da transitoriedade se aviva.
E Maharishi atingiu esse estado.

Pessoas de toda parte costumavam reunir-se, como um rebanho, em profunda reverência, para ter seu darshana, vislumbre, e pravachana, ensinamentos.
Usualmente, eram irresistivelmente envolvidos por sua presença.
A fé de todos reluzia ao brilho da "encarnação de Rama ou Krishna".
Através de sua vigorosa meditação sobre os temas da mortalidade, ele alcançou o apogeu do conhecimento.

Um juiz único das aptidões, potencialidades e caráter do homem, Kartikeyaji expunha muito lucidamente as bases da lógica, razão e natureza do verdadeiro conhecimento.
Seus discursos sobre as práticas eram freqüentemente marcados por maravilhosas explicações de artes controvertidas do estudo do Yoga.
Para um leigo, ele de bom grado sugeria princípios de conduta e virtude.

Nenhum detalhe da vida cotidiana escapava à sua atenção.
Com prazer ele emitia suas valiosas opiniões sobre qualquer tema.
Tinha um coração liberal.
Seus abundantes ensinamentos eram permeados por um amor irrestrito e espontâneo pelas pessoas de todas as seitas, credos ou crenças.
Ele não falava de nada que não fosse o bem de todas as criaturas do universo.
Nunca antes se viu uma personalidade tão maravilhosa e energética.
Ele tinha sempre uma resposta imediata e perfeitamente satisfatória às questões que lhe fossem apresentadas sobre qualquer problema humano.
Explicava tanto os altamente valiosos quanto os pequenos mistérios do Yoga.
Era um mestre perfeito, um perito em exercícios de Yoga.
Em harmonia com os ideais que professou, ele dedicou-se ao serviço e ao bem-estar da Humanidade, através destas raras e valiosas técnicas.
Elas já provaram sua eficácia contra uma hoste de supostamente incuráveis doenças e a milhares de homens têm proporcionado uma estabilidade e pureza mental sem precedentes.

Ele percorreu o país de alto a baixo e beneficiou um sem número de pessoas.
Finalmente, Swamiji chegou a Ayodhya, local de nascimento do Senhor Rama.
Lá, na margem do rio Sarayu, em Guptarghat, ele entrou em mahasamadhi em 24/09/53, às 20:30, sentado em sidhasana, diante de uma grande multidão.

Maharishi foi, de fato, abençoado com a longevidade, porquanto viveu por mais de três séculos.
Ele previu sua longa permanência neste plano temporal como se pode concluir de suas conversas com alguns seguidores.
Ele costumava dizer que a sua vida ultrapassaria a de seus discípulos.

A morte é, em si, uma realidade suprema.
Ela marca um limite para a vida de um ser humano, que tem amplas oportunidades de provar seu valor antes que a morte dele se apodere.
Resistir à idéia da morte é anular-se como Homem.
Ela é inteiramente fantástica e grandiosa.
O ser humano deve morrer e deixar esta terra para o Julgamento.
Kartikeyaji partiu para sua morada celestial para manter a lei universal de que o Homem deve morrer.

Ele viveu uma vida tão longa de forma a demonstrar os milagres a que pode chegar a alma humana através de Tapas, austeridades."

Revista "Yoga for Life and Living", vol 1 n° 1, Setembro/1968
Tradução do inglês de Maria Nazaré Cavalcante
Novembro/1992